DA MINHA ALDEIA VEJO QUANTO DA TERRA SE PODE VER NO UNIVERSO é uma performance pluridisciplinar que acontece entre a visão de um drone e as mãos de uma costureira. Ao longo de uma residência artística nas aldeias, os criadores vivem uma série de experiências com os lugares e as pessoas que os habitam, e tentam com isso criar um objeto artístico performativo de partilha dessas mesmas vivências.
Como contamos a alguém essa vivência dos dias todos que passamos num lugar? Como tornamos esses acontecimentos partilháveis e transmissíveis através de um dispositivo performativo feito de palavras, vozes, sons, imagens, objetos, gestos? Como é possível que uma experiência pessoal se torne numa matéria comum a outras pessoas que não estiveram lá? Como acontece essa partilha do sensível?
Ao longo de vários encontros que tivemos com as pessoas das aldeias foi essa a experiência que lhes propusemos. Que nos contassem memórias pessoais e coletivas, tendo como ponto de partida objetos, imagens, histórias, momentos, cartas, postais. Ao ouvirmos as pessoas a partilharem as suas histórias, tivemos sempre uma forte sensação de presença; sempre que as pessoas contavam algo, era como se aquele ato de contar nos colocasse lá, onde aquilo que era contado acontecia. Quer estivéssemos na aldeia ou noutro lugar, quer estivéssemos em 2018 ou noutro ano qualquer, quer fosse hoje ou há uns anos atrás, o ato performativo de contar e de partilhar aquilo que era uma memória dizia sempre: é aqui e agora, outra vez.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
cocriação e vídeo_ Tiago Moura
direção artística, criação e interpretação_ Ana Gil e Nuno Leão
dramaturgia e texto_ Nuno Leão
figurinos e espaço cénico_ Ana Gil
cocriação e composição sonora_ Rui Dias
agradecimentos e participação_ população das aldeias da União de Freguesias do Freixial do Campo e Juncal do Campo
organização_ Câmara Municipal de Castelo Branco, Castelo de ARTES – Encontros de Castelo Branco 2018
produção_ Terceira Pessoa Associação
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